Consumidor: Fundação Procon-SP constata alta no valor da cesta básica do paulistano

Confira as variações registradas na última pesquisa de preços

sex, 23/03/2001 - 12h11 | Do Portal do Governo

Na terceira semana de pesquisa do mês de março de 2001, o valor da Cesta Básica teve alta de 1,54%, revela pesquisa diária da Fundação Procon, vinculada à Secretaria Estadual da Justiça e Defesa da Cidadania, em convênio com o Dieese.

O preço médio, que no dia 15/3/2001 era R$141,24, passou para R$ 143,41 em 22/3/2001.

Por grupo, foram constatadas as seguintes variações:
– Alimentação, 1,57%,
– Limpeza, 2,94%,
– Higiene Pessoal – 0,36%.

A variação acumulada, no mês de março ficou em 3,41% (base 23/2/2001), e nos últimos 30 dias, em 3,01% (base 22/2/2001). No ano, a cesta variou 1,40% (base 29/12/2000), e nos últimos 12 meses, 8,69% (base 22/3/2000).

No período de 16/3/2001 a 22/3/2001, os produtos que mais subiram foram:
– Batata: 6,38%
– Feijão carioquinha: 5,48%
– Sabão em pó: 3,93%
– Café papel laminado: 3,92%
– Biscoito maizena: 3,90%

As maiores quedas foram:
– Cebola: 6,06%
– Absorvente: 4,49%
– Açúcar: 3,33%
– Sabonete: 3,03%
– Macarrão c/ ovos: 2,60%

Nesta semana, os supermercados com os melhores preços da Cesta Básica foram:

SÃO PAULO Barateiro R. das Palmeiras, 187. S. Cecília
CENTRO Barateiro R. das Palmeiras, 187. S. Cecília
NORTE Andorinha Av. Parada Pinto, 2262. V. Amália
LESTE Estrela Azul Pç. Porto Ferreira, 48. V. Guilhermina
SUL Sonda R. Darwin, 47.J. S. Amaro
OESTE Castanha Pç. Sta. Edwiges, 29. V. Remédios

Dos 31 produtos pesquisados, na variação semanal, 18 apresentaram altas, 11 diminuíram de preço e 2 permaneceram estáveis.

Os produtos que mais pressionaram a alta no período, considerando os respectivos pesos na cesta, foram nesta ordem:
– carne de primeira: 2,54%,
– batata: 6,38%,
– sabão em pó: 3,93%,
– feijão carioquinha: 5,48%,
– papel laminado: 3,92%.

Com o custo de R$ 143,41, em 22/3/2001, a cesta registra o maior preço desde o início do Plano Real. Esse é o quarto recorde da cesta no período de oito dias sendo que o sabão em pó figura entre os itens de maior peso positivo, em três desses dias. O produto, com o preço de R$ 2,38 (emb. de 1 Kg) em 22/3/2001, destacou-se também entre os principais itens de peso positivo em quase todas as semanas deste ano e já acumula variação no Plano Real de 70%, sendo que a cesta como um todo registra variação de 34,78% no período. O grupo limpeza acumula, no Plano Real alta de 57,60%. O sabão em pó responde com 37,51% dessa alta, pois desconsiderando a elevação do produto, o grupo limpeza registraria alta de 20,10% apenas (base 30/6/94).

O feijão carioquinha, segunda maior alta na semana, acumula nos últimos 30 dias, variação de 26,23%, constituindo-se no produto que mais pressionou a alta da cesta de 3,41%, em março. No mês, o feijão já acumula alta de 25,20%. Considerando o período mensal, esta é a maior alta desde agosto de 1999, mês em que o feijão variou 38,67%. Naquela época, atravessávamos uma entressafra com sérios problemas de abastecimento, que levaram o feijão a pressionar fortemente a cesta no início do segundo semestre. O produto já apresenta alguma estabilidade, porém com preços elevados para a fase atual, pois a safra das águas, cuja colheita encontra-se encerrada é a principal de todas as safras do ano agrícola do feijão. No Paraná, principal estado produtor, a safra das águas responde historicamente por 72% da produção de feijão do Estado, sendo que a da seca e a de inverno respondem por 24% e 4%, respectivamente. Esse quadro se deve à queda de produção por conta dos preços desestimulantes que levaram muitos produtores a preferir o cultivo do milho (com preços mais atrativos na época), somada à falta de chuvas no nordeste, onde estão localizadas regiões que abastecem parte do nosso mercado.

Os preços do frango, embora não registrem variação no período, devem apresentar uma tendência de alta nos próximos dias, pois, além da redução na oferta por conta da diminuição no alojamento de ave de corte, o setor atravessa um período de crescimento nas exportações. Isso em função da queda no consumo da carne bovina no mercado europeu. Com a crise da vaca louca em fevereiro, os embarques da ave foram 48% superiores aos do mesmo período do ano passado, quando um mercado restrito não garantia sustentação aos preços da ave.