Pequenos terão oportunidade em feiras internacionais

O Estado de S.Paulo - Terça-feira, 7 de setembro de 2004

qua, 08/09/2004 - 12h35 | Do Portal do Governo

Com mais incentivos e apoio de entidades governamentais pequenos e micro empresários ganham espaço

Com grande destaque nas feiras nacionais, agora as pequenas e médias empresas vão ter sua vez e receber o apoio em eventos fora do País. O governo do Estado de São Paulo criará um estande nas principais feiras internacionais para apoiar pequenas e médias empresas exportadoras. O anúncio foi feito na semana passada durante a segunda edição do São Paulo Exportação pelo secretário de Ciência, Tecnologia, Desenvolvimento Econômico e Turismo do Estado, João Carlos Meirelles.

Durante a abertura, o governador Geraldo Alckmin ressaltou que as exportações brasileiras cresceram 33,7% este ano em relação ao ano passado.

Em São Paulo, o crescimento deverá chegar a 40%.

Segundo ele, o Estado também encaminhou ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) um pedido de financiamento de US$ 20 milhões, com contrapartida de outros US$ 20 milhões do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae-SP), para apoiar os Arranjos Produtivos Locais (APLs).

O 2.º São Paulo Exportação é um programa de incentivo às vendas externas de empresas do Estado e é composto por uma série de palestras com empresários, secretários de Estado e presidentes de entidades. O evento, que foi oficialmente aberto pelo governador, foi realizado no Centro de Exposições Imigrantes, zona sul da capital.

O estande Espaço São Paulo funcionará apenas nas feiras em que não estiverem presentes a Agência de Promoção às Exportações do Brasil (Apex) ou o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

‘Alguns setores ainda não têm o apoio necessário para prospectar novos mercados, principalmente no exterior, por isso, decidimos apoiar a participação em feiras específicas’, disse Alckmin.

O governo do Estado está destinando cerca de US$ 100 mil para este projeto.

O apoio será feito na forma de subsídio do estande. O Banco do Brasil fará o financiamento de passagens aéreas e hospedagem dos empresários.

Segundo Meirelles, o objetivo é participar de no mínimo cinco feiras no próximo ano, chegando a um máximo de 10.

Catálogo – Além do Espaço São Paulo, o secretário também anunciou a criação de um cadastro de exportação nas páginas do governo do Estado (http://homolog.saopaulo.sp.gov.br/home/index.htm ) e da Secretaria de Ciência, Tecnologia, Desenvolvimento Econômico e Turismo (www.ciencia.sp.gov.br ). De maneira simplificada e rápida, todas as empresas exportadoras do Estado poderão se cadastrar.

O objetivo, de acordo com Meirelles, é criar um catálogo com todas as empresas exportadoras e seus produtos e dar visibilidade aos importadores.

‘Queremos diminuir as dificuldades em conseguir informações sobre empresas e produtos que são exportados pelo Estado. Lá os importadores terão informações confiáveis.’

Atualmente 8.100 empresas exportam regularmente. Segundo Meirelles, a meta de São Paulo até 2006 é dobrar o número de empresas que exportam, principalmente o segmento das pequenas e médias empresas. ‘Estamos criando a cultura empreendedora juntamente com o Sebrae, levando tecnologia, articulação empresarial, design aos 38 Arranjos Produtivos Locais (APLs).’

Exportação – Para o diretor-superintendente do Sebrae em São Paulo, José Luiz Ricca, que participou como palestrante do Painel Novos Caminhos para o Comércio Exterior, é preciso avançar nos programas exportadores existentes atualmente. ‘Devemos dar um passo à frente da participação de feiras e rodadas de negócio no exterior’, afirmou. ‘Para que o pequeno empresário chegue neste estágio é preciso mostrar a ele como fazer uma exportação e indicar o início desse novelo, mas acima de tudo desburocratizar a informação.’

Além disso, segundo Ricca, os consórcios de exportação devem passar por um outro conceito que é o Programa Setorial Integrado. ‘É saltar para o campo da parceria. Ninguém no século 21 pode sobreviver sozinho. Hoje o conceito de consórcio já está pequeno. É preciso unir todo o setor.’