900 mil doações de sangue por ano

Jornal da Tarde - São Paulo - Sexta-feira, 26 de novembro de 2004

sex, 26/11/2004 - 9h18 | Do Portal do Governo

Ontem, no Dia Nacional do Doador de Sangue, Alckmin doou no Hemocentro da Santa Casa

CAMILLA HADDAD

Não eram nem 9h quando o governador Geraldo Alckmin desembarcou de helicóptero na Santa Casa de Misericórdia, na região central da Cidade. No Hemocentro, ele preencheu um cadastro, passou pela triagem e doou seu sangue, tipo O positivo. Apesar da agulha fincada no braço, Alckmin manteve a descontração e alertou sobre a importância do ato, principalmente no Dia Nacional do Doador de Sangue, comemorado ontem.

O governador resolveu, ainda, ficar um pouco mais na cadeira e entrou para o banco de doadores de medula óssea. ‘Meu sangue ficará no banco e se um dia alguém precisar e tiver compatibilidade, eu serei chamado’, explicou. Antes de sair, Alckmin provou uma fatia de bolo – servido aos doadores de ontem -, comeu sanduíche e maçã e tomou suco. ‘Estava ótimo’, disse.

Atualmente, o Estado registra cerca de 900 mil doações por ano. As cidades que mais coletam sangue são Ribeirão Preto, Campinas, Botucatu e São José do Rio Preto, além da Capital. Do total, 45% são pessoas que doam pela primeira vez, e 55% já doaram pelo menos uma vez.

A grande dificuldade é encontrar sangue do tipo RH fator negativo, que representa somente 25% da população. Outro dado apontado pelo governador foi de que 3% da população deveria doar sangue para que o estoque ficasse estável.

O secretário de Estado da Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata, também doou sangue e fez um alerta. ‘Doar é um gesto de generosidade. Ajuda muito as pessoas que precisam de glóbulos vermelhos, hemácias, plaquetas e fatores de coagulação do sangue.’

Doação deve ser constante

O montador de elevador Marcio Silveira estava doando pela primeira vez. ‘Eu estava passando na frente da Santa Casa com meus três irmãos quando resolvi parar’, disse. ‘Eu me sinto bem, porque nunca se sabe quando posso precisar.’ Ao lado do rapaz estava a dona de casa Maria Gasparini. ‘Estou aqui pela quarta vez. Sei que é importante.’

O coordenador da Hemorede Estadual, Edison Yamamoto, destacou que os voluntários têm de manter maior constância na doação. Ele afirmou que o sangue recebido pelos bancos é usado para casos como cirurgias graves e transfusões. Ao doar sangue, a pessoa não sofre aumento de pressão arterial e não tem a saúde prejudicada.