USP: Universidade é molde da excelência acadêmica

USP foi criada em 1934, incorporando notáveis escolas superiores que já formavam profissionais da elite paulista

ter, 10/08/2004 - 19h06 | Do Portal do Governo

Na série de reportagens sobre os 70 anos da Universidade de São Paulo, a trajetória da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, laboratório de idéias que transformou o ensino superior

A Universidade de São Paulo (USP) tornou-se o grande paradigma brasileiro em excelência acadêmica graças a um modelo semeado pioneiramente na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). A USP foi criada em 1934, incorporando notáveis escolas superiores que já formavam profissionais da elite paulista brasileira, como a Faculdade de Medicina, a de Direito do largo de São Francisco e a Politécnica.

Mas na Faculdade de Filosofia, nascida em conjunto com a universidade para servir de amálgama interdisciplinar entre as unidades já existentes, aplicaram-se conceitos que moldariam o ensino superior nacional, como a indissociabilidade do ensino e da pesquisa, o rigor científico como método e o investimento na pesquisa básica, aquele conhecimento desinteressado que empurra as fronteiras do saber e produz contribuições surpreendentes.

Até a criação da USP, os catedráticos da Faculdade de Medicina, por exemplo, eram grandes clínicos e cirurgiões que, na maior parte do tempo, salvavam vidas. Só alguns poucos faziam pesquisa de qualidade. A Politécnica e a Faculdade de Direito abasteciam o país de engenheiros e advogados, mas seus professores dividiam-se entre a formação dos alunos e suas atividades profissionais particulares. Com honrosas exceções, destacavam-se mais por transmitir um saber tecnológico do que por produzir conhecimentos básicos.

‘Até o advento da Faculdade de Filosofia e da USP, não era muito claro o limite entre o cientista e o erudito, entre o pesquisador e o diletante’, diz o professor de sociologia Sedi Hirano, atual diretor da FFLCH. ‘Até mesmo a idéia de que a atividade científica é uma vocação, uma profissão com dedicação exclusiva, só se consolidou no país a partir da experiência da Filosofia’, afirma.

Fabrício Marques – Recista Fapesp

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