Transp. Metropolitanos: Ingresso da CPTM no mercado livre de energia gera economia de R$ 1,4 milhão

Contrato firmado tem vigência por dez anos e três meses

ter, 13/09/2005 - 13h52 | Do Portal do Governo

No último mês de março, a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) passou a comprar energia elétrica no mercado livre em alta tensão, da CESP (Companhia Energética do Estado de São Paulo). A iniciativa já resultou em economia da ordem de R$ 1,4 milhão para a empresa, valor tabulado até julho.

Para os grandes consumidores, com demanda superior a 3.000 KW em alta tensão – o caso da CPTM, a atratividade do mercado livre esta relacionada diretamente ao menor preço, buscando-se minimizar as despesas com energia elétrica de tração, extremamente elevadas no setor metroferroviário.

A decisão de migrar para essa modalidade foi pautada justamente na possibilidade de redução de custos por meio da concorrência na parcela referente ao consumo, permitindo a formação de preços de acordo com a oferta e a procura. Embora essa forma de negociação de energia tenha começado entre 1998 e 1999, a regulamentação emitida pela ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) e, mais recentemente, o Decreto-Lei 5.163 de 30 de julho de 2004, tornaram mais claras as regras desse mercado. Além disso, a CPTM estava atrelada a contratos antigos de fornecimento, cuja rescisão antecipada implicaria em elevadas multas.

Adesão gradativa

Inicialmente, foi adquirida energia para subestações alimentadas pela concessionária Bandeirante no montante de 4 MW (Mega Watts) médios. E junho, o processo foi expandido para as subestações atendidas pela AES-Eletropaulo: Tietê, São Caetano, Pari, Itaquera, Ermelino Matarazzo, Santa Rita, Santa Terezinha, Morumbi, Osasco, Leopoldina e Barra funda, totalizando 29 MW médios. Este montante de energia representa aproximadamente 21.000 MWh (Mega Watts / Hora).

Como as subestações de Cidade Dutra e Gualberto não atingiram a demanda mínima prevista para se tornarem ‘consumidores livres’ (3 MW), permaneceram contratadas no mercado cativo, modelo tradicional para aquisição de energia junto às concessionárias.

O contrato firmado com a CESP tem vigência por dez anos e três meses.

Confiabilidade

No mercado livre, as demandas, que são as taxas pagas pela utilização da rede em função da carga, tiveram que ser contratadas individualmente por subestação, ao contrário da situação anterior de consumidor cativo em que havia uma única demanda integralizada para um conjunto de subestações. Como resultado, o eventual desligamento de uma subestação, principalmente em horário de ponta, poderá resultar em multa pela ultrapassagem das demandas contratadas nas subestações vizinhas que assumirão a carga da subestação desligada.

Para estimar as melhores demandas a serem contratadas, buscando evitar, ao mesmo tempo, ultrapassagens e o não-pagamento de energia sem utilização, foi necessário realizar um estudo com uma extensa base de dados. Essa análise contou com a efetiva participação das gerências de Manutenção e Instalações Fixas, Contratações e Compras, Jurídica e Departamento de Planejamento, Controle e Gestão (DOPC).

A CPTM vai priorizar investimentos com o intuito de continuar economizando e aumentar a confiabilidade das suas subestações. Também implantará um sistema de medição independente para melhorar o gerenciamento da distribuição da carga decorrente da circulação de trens, inclusive em situações de falha no sistema, devido a planejamentos futuros da área operacional, bem como para aquisição de energia mais barata, quando possível.

Assessoria de Imprensa da CPTM