Projeto: UNESP poderá produzir leite de soja para população da Baixada Santista

Além da universidade, projeto tem apoio da pref. São Vicente e do Min.Ciência e Tecnologia

qua, 25/06/2003 - 10h29 | Do Portal do Governo

Do Portal da UNESP

A experiência bem-sucedida da Unidade de Desenvolvimento e Produção de Bioterápicos de Soja (Unisoja) poderá ter em breve uma significativa expansão. Está em estudo a proposta de instalação do projeto no Campus do Litoral Paulista, em São Vicente, numa parceria envolvendo a UNESP, a prefeitura local e o Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT). O Ministério também sugeriu que essa iniciativa seja implantada no semi-árido nordestino, contribuindo para a consolidação do Programa Fome Zero.

A Unisoja, criada em 1997 e coordenada pelo professor Elizeu Antônio Rossi, do Departamento de Alimentos e Nutrição da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCL), campus de Araraquara, funciona a partir de uma parceria com a prefeitura local, na qual a UNESP se encarrega do fornecimento de tecnologia e controle de qualidade dos produtos. ‘O objetivo da usina é, por meio de suas atividades, garantir a distribuição de leite e iogurte como suplemento alimentar a grupos populacionais específicos atendidos pela prefeitura’, esclarece Rossi.

Atualmente, a unidade processa 120 quilos de soja, resultando em 700 litros de leite, distribuídos para 34 entidades assistenciais e mais de 240 pessoas com incompatibilidade à lactose do leite de vaca. ‘Além de beneficiar a população carente da região, a experiência de Araraquara permitiu a inovação tecnológica de equipamentos e o aperfeiçoamento de produtos, em termos de qualidade e sabor’, comenta o professor Luiz Antonio Vane, chefe de Gabinete da Reitoria da UNESP e coordenador do Campus do Litoral Paulista.

Vane enfatiza que a proposta do projeto prevê a capacidade de produzir até 37,5 mil litros de leite de soja por mês, atendendo cerca de 15 mil pessoas por dia, o que beneficiará não apenas São Vicente, mas também os municípios vizinhos da Baixada Santista. Essa produção deverá complementar a merenda escolar em escolas públicas, além de ser distribuída para a população mais pobre e pessoas com acompanhamento médico. ‘Esse é um grande projeto de extensão, envolvendo a inserção da UNESP na comunidade da Baixada, que será também beneficiada com a transferência do conhecimento gerado na Universidade’, argumenta o chefe de Gabinete.

O projeto, que prevê ainda a colaboração da iniciativa privada, contará com a participação dos docentes da FCF/Araraquara. Eles ficarão encarregados da supervisão do processamento e do controle de qualidade dos produtos, da avaliação dos resultados obtidos entre a população abrangida e, ainda, da realização de eventuais trabalhos de pesquisa para desenvolver novos derivados de soja.

Mais informações podem ser obtidas no site www.unesp.br

V.C.