Alckmin e Lula abrem a IX Feira Internacional de Plástico no Anhembi

Em sua nona edição, o evento conta com a participação de 1.200 expositores e espera receber cerca de 60 mil visitantes

seg, 10/03/2003 - 17h02 | Do Portal do Governo


Responsável por um faturamento anual estimado em US$ 7,7 bilhões, o setor plástico abrange 7,4 mil empresas no País e gera 218 mil empregos diretos e indiretos. Para mostrar a potencialidade e as inovações do setor nesta segunda-feira, dia 10, foi aberta a Brasilplast 2003 – Feira Internacional da Indústria do Plástico- o terceiro maior evento internacional do setor – que reúne fabricantes nacionais e estrangeiros. A feira, que será realizado até o dia 14, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, foi aberta pelo governador Geraldo Alckmin e o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva. Em sua nona edição, o evento conta com a participação de 1.200 expositores e espera receber cerca de 60 mil visitantes.

O setor plástico responde por US$ 495 milhões em exportações e US$ 872 milhões em importações, com déficit brasileiro de US$ 377 milhões. No Estado paulista, o segmento é responsável por cerca de 40% da produção nacional, o que representa em números: faturamento de US$ 3,08 bilhões; 2,9 mil empresas; 87,2 mil empregos diretos e indiretos. As exportações no Estado chegaram a US$ 198 milhões e as importações a US$ 348,8 milhões, gerando um déficit de US$ 150,8 milhões.

Alckmin observou que o segmento envolve várias cadeias produtivas, desde o setor da matéria-prima, passando por produtores e os fornecedores de máquinas. Acrescentou que para aumentar as exportações é preciso agregar valor aos produtos. Ele detalhou o que o Governo do Estado vem fazendo em prol do setor. “Ampliamos o Simples Paulista no final do ano passado, o que vai ajudar em especial as micro e pequenas empresas, 90% dos plásticos são fabricados por empresas que têm até 20 empregados”, disse.

Na área tecnológica, ele citou os trabalhos feitos em parceira entre o setor plástico, o IPT (Instituto de Pesquisa Tecnológica) e o Sebrae. Outro ponto observado pelo governador foi a mudança da lei de zoneamento industrial na Região Metropolitana, o que vai permitir a expansão do pólo petroquímico, em especial na região do ABC. “Ao mesmo tempo que estamos mudando a lei, estamos atendendo às exigências de cuidado ambiental”, afirmou.

O presidente da República destacou a necessidade de geração de empregos no País. Disse que isto só será possível se houver crescimento da indústria e do mercado consumidor interno e externo. “A indústria só vai crescer se o BNDES distribuir o pouco do dinheiro que tem para todos, e não para meia dúzia de apadrinhados”, afirmou. Ele reconheceu a dificuldade de financiamento que as micro e pequenas têm ao recorrerem ao BNDES, devido aos juros.

O presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), Mergheg Cachum, também destacou a necessidade de se agregar valor aos produtos para que o setor alcance grandes mercados. “Países como Estados Unidos e da União Européia importam bilhões de produtos plásticos de todo o mundo, e o Brasil, até agora, participou de uma fatia muito pequena desta exportação”, alertou, analisando que a indústria brasileira de plástico está madura o suficiente para ampliar essa participação. Ele disse que o mercado brasileiro precisa visar novas oportunidades com a Alca e com os blocos de países árabes e asiáticos.

“Temos matéria-prima de qualidade, máquinas modernas, mão-de-obra qualificada e estamos fazendo um grande esforço para normalizar e aprimorar os nossos produtos”, ressaltou.

O presidente da Abiplast fez vários pedidos ao governo federal, entre eles, a eliminação das dificuldades de empréstimos que as pequenas e micro empresas encontram junto ao BNDES. Também pediu a redução de taxas de juros na compra de máquinas e insumos. Cachum apresentou ao presidente um programa de exportação do setor, e espera aumentar dentro dos próximos anos o superávit em US$ 1 bilhão.

Valéria Cintra