Agricultura: Morte súbita dos citros é destaque na 24º Semana da Citricultura

Evento será realizado de hoje a sexta-feira em Cordeirópolis

seg, 03/06/2002 - 13h03 | Do Portal do Governo

A morte súbita dos citros, doença extremamente grave que se caracteriza pela morte rápida de variedades de laranjas enxertadas sobre o limão cravo, será focalizada pela primeira vez na 24ª Semana da Citricultura, que está sendo realizada de 3 a 7 de Junho de 2002, no Centro Avançado de Pesquisa Tecnológica do Agronegócio de Citros ‘Sylvio Moreira’, localizado no quilômetro 158 da Rodovia Anhangüera, em Cordeirópolis.

A causa da morte súbita ainda é desconhecida. A doença apresenta como sintomas uma leve descoloração das folhas seguida de murcha da planta, queda das folhas e às vezes de frutos. Mas apesar de representar uma séria ameaça ao parque citrícola brasileiro, medidas de contenção foram tomadas no Estado de São Paulo, no sentido de proibir a comercialização e o trânsito de materiais vegetativos (mudas, borbulhas, porta-enxertos e sementes) procedentes das áreas de ocorrência da doença no Triângulo Mineiro e alguns municípios do Norte de São Paulo, (Portaria CDA,2002).

Os pesquisadores do Centro APTA Citros-IAC, sob a direção de Joaquim Teófilo Sobrinho, estudam a hipótese da associação entre a morte súbita dos citros e o vírus da tristeza. Parâmetros de diagnósticos vêm sendo avaliados com detalhamento, entre eles a análise do padrão de proteínas da seiva e da concentração de micronutrientes.

A morte súbita será destaque no dia 7 de junho, com o seminário Doenças dos Citros, onde serão abordados cinco temas: Morte súbita dos citros: aspectos gerais; Evolução no tempo e distribuição; Analogia com a tristeza; Pesquisa sobre a morte dos citros no Centro APTA Citros-IAC e Alterações anatômicas provocadas pela tristeza e pela morte súbita dos citros.

Viveiros protegidos

Novas tecnologias de produção de mudas também serão assunto no evento. O padrão tecnológico na plantação de mudas vem mudando. Antes as mudas eram produzidas a céu aberto, mas agora protegidas, geram uma série de vantagens (não têm CVC, gomose, nematóide etc.) Para reduzir riscos e aumentar os rendimentos futuros, os produtores tedem a utilizar mudas sadias procedentes de viveiros protegidos.

Segundo Joaquim Teófilo, existem atualmente no Estado de São Paulo quase 200 viveiros protegidos, com um potencial de produção de mudas de aproximadamente 7 milhões de unidades. ‘A citricultura deste milênio será ainda mais tecnificada e a tendência é que aumente o número de mudas formadas em viveiros protegidos’.

Outras atrações do evento serão o seminário sobre a Mosca-das-frutas, com o apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; a apresentação do projeto Integração de melhoramento genético, genoma funcional e comparativo de citros, integrado ao programa Institutos do Milênio; e palestras sobre os Reflexos das negociações internacionais no mercado de citros.

A Semana da Citricultura reúne os segmentos mais representativos do agronegócio no setor, oferecendo oportunidades para avaliar os avanços tecnológicos, discutir problemas e conhecer novas tecnologias geradas para a cadeia produtiva. ‘É tempo de renovação e de conhecer as novidades da citricultura brasileira cada vez mais competitiva’, diz Joaquim Teófilo.

É aguardada a visita de aproximadamente 15 mil pessoas entre produtores, técnicos, pesquisadores, empresários e comerciantes, procedentes do Estado de São Paulo e de outros estados da Federação, assim como de vários países.