Goldman discursa no lançamento de novos serviços médicos no AME Heliópolis

Governador Alberto Goldman: Boa tarde a todos! Realmente a gente fica impressionado. Eu estou aqui há dois meses no Governo de São Paulo, o (ex-governador José) Serra deixou o Governo […]

qua, 26/05/2010 - 17h01 | Do Portal do Governo

Governador Alberto Goldman: Boa tarde a todos! Realmente a gente fica impressionado. Eu estou aqui há dois meses no Governo de São Paulo, o (ex-governador José) Serra deixou o Governo no final de março, começo de abril, portanto eu estou aqui há dois meses como governador, assumindo no lugar dele, que está indo para novos desafios, todos vocês têm acompanhado isso, e eu fico impressionado como o que está sendo feito na área de saúde no Estado de São Paulo. Eu já vinha acompanhando desde o começo do Governo, mas não tinha presença tão direta, não ia a tantas inaugurações, não ia às vistorias, tinha o papel que ele me destinava, então eu cumpria o meu papel. Agora não, agora, a partir do momento que ele deixou, eu tenho feito essas visitas. Eu já inaugurei, em dois meses dois AMEs (Ambulatório Médico de Especialidades), uma em Barretos, no interior, e uma em Casa Branca, também no interior.

E agora estou vindo aqui para não inaugurar esse AME porque já foi inaugurada, (mas) não pude estar aqui presente naquele momento, e hoje fico muito feliz quando eu posso ver a inauguração de um Centro de Tratamento Odontológico para pessoas especiais, pessoas que precisam ter um tratamento também especial do ponto de vista odontológico. E (me alegra) ver também os sistemas aqui de imagens que não vão ser apenas, por exemplo, úteis para vocês, para região, mas que vão receber de vários hospitais do Estado todas as informações para ser  feito aqui o diagnostico. Isso é um centro que agrupa informações que vêem de diversos hospitais em todo o Estado.

O que mais impressiona em tudo isso é a qualidade desse atendimento público. Historicamente, quem lembra, no setor saúde, sempre foi um grande descalabro, no setor de saúde aqui no Estado de São Paulo ou no Brasil, e no Brasil ainda é assim. A pessoa não era tratada como ser humano, era tratada como um número qualquer, se desse para tratar, tratava, se não desse não tratava. Aqui, a preocupação agora do ponto de vista de humanização, do ponto de vista de tratar a pessoa com a dignidade que ela tem e com o respeito que nós temos que ter por ela, é algo realmente recente. Eu tenho visto em todas essas AMEs. Vi nos novos hospitais públicos, vi nos hospitais que estão sendo administrados pelas organizações sociais, o novo tipo de administração, o novo tipo de gestão, gente preocupada em que as coisas funcionem, em que as coisas dêem certo. Isso daqui é importante para quem é o paciente e importante para quem está trabalhando nesse hospital, que está vendo o resultado do seu trabalho, está vendo o produto do seu trabalho. Está vendo e está se sentindo além. Além dos problemas normais seus, está sentindo que o seu trabalho frutifica, é um trabalho que dá resultados, é um trabalho que ajuda as outras pessoas a viverem ou a sobreviverem.

Então, eu acho que isso que está se fazendo no Estado de São Paulo, não só na área da saúde, se você verificar em tudo aquilo que as pessoas mais simples precisam, seja, por exemplo, o transporte de Metrô, o transporte metroviário; seja o ensino, a melhoria que está se fazendo no ensino; seja esse Ensino Técnico, em que nós ampliamos enormemente em todo o Estado para que os jovens pudessem ter qualificação, inclusive qualificação ligada a algumas áreas da própria medicina. Então, quando você vê essa forma de agir, em que a orientação é atender aqueles que precisam, aqueles que mais precisam. Eu sou um cliente de plano de saúde, eu em geral não preciso do atendimento público. Uma ou outra vez eu uso o atendimento público e vejo agora que o atendimento público está excepcional. Eu fiz, há três anos, uma operação, fiz uma intervenção cirúrgica, e fui fazer no HC (Hospital das Clínicas), que eu, naquele momento, (me questionei) será que é o HC? A imagem que a gente tinha na cabeça do HC não era uma imagem ruim. No entanto, eu fui ao HC, foi um bom tratamento. Mas, é claro, pode-se até dizer: “bem, você é melhor tratado (por ser do governo)”. Mas não (é assim). Eu corri por lá, eu vi outras pessoas, eu conversei com pessoas, eu acompanhei o que estava se passando, e verifiquei que é um salto de qualidade.

Vai dizer que está tudo resolvido, que não precisa fazer mais nada? Não, muito pelo contrário, tem muita coisa a se fazer, muito caminho a andar, o investimento do Governo do Estado na área da saúde é muito expressivo, nós trabalhamos com os municípios, coordenado com os municípios, e eu quero cumprimentar o pessoal do município de São Paulo que também está fazendo um trabalho excepcional nessa direção. Com as próprias AMAs (Assistência Médica Ambulatorial) da cidade de São Paulo, mas são importantes, também dão esse atendimento. E tudo isso é feito com a participação do Governo do Estado e Governo Municipal.

O Governo Federal manda algum dinheiro, manda algum dinheiro, e é bom que faça, isso daqui é obrigação dele fazer isso, é obrigação também, porque o imposto somos todos nós que pagamos, seja ele federal, estadual, municipal, e tem que reverter em benefício do cidadão. Então, quando eu vejo o que foi feito aqui, o que está sendo feito aqui, e a revolução efetiva na área da saúde em São Paulo, e que eu espero que a gente possa fazer um dia no Brasil todo, afinal de contas, todos os brasileiros têm os mesmo direitos dos brasileiros que estão em São Paulo, eu ficaria e vou ficar muito feliz. Cumprimento a todos vocês, a todo o corpo médico, a todo o corpo clínico, a todo o corpo de funcionários, a todos vocês e aos pacientes por poderem usufruir de uma unidade desta qualidade que nós vemos aqui. Parabéns a todos vocês!